King Kong - Merian C. Cooper - Ernest B. Schoedsack - 1933




Um dos mais famosos clássicos de aventura de todos os tempos é o filme americano King Kong de 1933. Boa parte da história acontece na Ilha de Caveira, onde existe um mundo primitivo e seus habitantes em constante luta pela sobrevivência. A ilha é cercada por um nevoeiro que a esconde do resto do mundo. Mas o mais lembrado é quando o gorilão luta contra a civilização urbana em Nova York e sobe no topo do Empire State Building enquanto aviões tentam matá-lo. Sem dúvida, um clássico.

Mas são várias as sequências memoráveis, como a luta de Kong com a cobra gigante; contra o pterodátilo; ou Fay Wray conhecida como a "Rainha do Grito" soltando seus gritos desesperados de terror. São vários momentos que entraram para a memória e a história do cinema.

O genial roteiro de James Ashmore Creelman e Ruth Rose teve como base uma história de Merian C. Cooper e Edgar Wallace. Dirigido por Merian C. Cooper e Ernest B. Schoedsack. Produzido entre 1931 e 1933 e lançado nos EUA em 7 de abril 1933 rapidamente se transformou em um sucesso mundial.

Teve um custo aproximado de U$ 670.000 e arrecadou em sua primeira estréia, só nos EUA, mais de U$ 1.700.000 quebrando todos os recordes de bilheteria anteriores. Esse enorme sucesso salvou RKO Studios da falência.


O filme foi (re)lançado quatro vezes: 1933, 1938, 1942 e 1946. Isso ocorreu por alterações impostas pela censura e na medida que eram flexibilizadas as regras, cenas retiradas anteriormente eram (re)incluídas e feito um novo lançamento.

As cenas incluídas foram o réptil pré-histórico mordendo os marinheiros; Kong retirando e cheirando peças da roupa de Fay Wray enquanto a mantinha inconsciente na palma da mão; Kong matando alguns nativos na aldeia; Kong mastigando uma vítima em Nova York. Uma sequência de uma aranha gigante foi definitivamente perdida, mas durante as filmagens do remake de Peter Jackson, de 2005, ele recriou a cena usando fotografias e informações do roteiro original.

 









No ano de 1991 a obra foi selecionada para preservação na Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, por ser considerada cultural, historica e esteticamente significante.

Se na premiação do Oscar de 1934 já existisse a categoria de efeitos especiais, King Kong ganharia fácil.

Tinha várias inovações técnicas revolucionárias e algumas das mais fenomenais sequências de animação stop-motion produzidas até então. O responsável pelos efeitos especiais era Willis H. O'Brien que ficou famoso por seu primeiro longa-metragem, o também clássico O Mundo Perdido de 1925. Em King Kong O'Brien coordenou uma equipe de mais de vinte pessoas para criar os efeitos do filme.


Outra grande inovação foi o tratamento dado ao som, sendo o primeiro filme da era sonora que teve toda a parte musical escrita especificamente para ele, o que proporcionou uma perfeita harmonia entre a música e as cenas. Todos os sons foram gravados em três faixas separadas: uma de efeitos sonoros, outra para diálogos e a terceira para música. Pela primeira vez foi usado esse esquema de som e isso se deve a Murray Spivak e Max Steiner, este último compôs as músicas.


King Kong deu início no cinema aos filmes com feras gigantes e deu origem a vários filmes de ficção científica e aventura. Inspirando-se na era atômica misturada com mutantes e monstros gigantescos, surgiram no Japão Godzilla, Gamera, Rodan, etc. Godzilla e King Kong inclusive se enfrentaram no filme japonês King Kong vs. Godzilla de 1962. São muitos os filmes que pegaram carona no sucesso de King Kong, entre outros vale registrar:

The Son of Kong (1933, EUA)

Wasei Kingu Kongu (1933, Japão) filme perdido

Edo ni arawareta Kingu Kongu: Henge no maki (1938, Japão) filme perdido

Mighty Joe Young – O Monstro do Mundo Proibido (1949, EUA)

Godzilla (1954, Japão)

Konga (1961, Reino Unido/EUA)

King Kong vs. Godzilla (1962, Japão)

Kingu Kongu no gyakushû - A Fuga de King Kong – King Kong Escapes (1967, Japão)

Eva, la Venere selvaggia – Eva, A Vênus Selvagem – King of Kong Island (1968, Itália)

King Kong (1976, EUA)

APE ​​(1976, Coréia do Sul/EUA)

Queen Kong (1976, Reino Unido/França/Alemanha/Itália)

King Kong Lives (1986, EUA)

The Mighty Kong (1998, EUA, animação)

Mighty Joe Young – Poderoso Joe (1998, EUA)

King Kong (2005, Nova Zelândia/EUA/Alemanha)

A história do filme mostra Carl Denham (Robert Armstrong) que é um diretor de cinema que resolve realizar um filme sem precedentes.

Para isso vai com sua equipe para a “Skull Island” ou Ilha da Caveira. A estrela do filme de Carl Denham é Ann Darrow, interpretada por Fray Wray.

Encontram uma ilha povoada de animais pré-históricos e uma tribo extremamente primitiva que oferece seres humanos em sacrifício para um gorila gigantesco. Kong é como chamam o animal.

Ann é colocada pelos índios como oferenda ao para Kong e ele a leva. Mas o bichão fica encantado com a jovem.






A equipe de filmagem juntamente com a tripulação do navio segue a trilha para o interior da ilha para resgatar a mulher. No caminho os perigos da ilha pré-histórica não poupa a vida de muitos.

Acabam resgatando a atriz e capturando Kong, que é levado para Nova York para ser atração em um show. Agora ele é chamado de King Kong e deve ser transformado numa mina de ouro por Carl Denham.

Mas no dia que seria mostrado ao público o gorila foge e busca sua “amada” Ann. Ele sobe nos prédios tentando fugir e Ann tenta acalmar a fera, mas quando chega no alto do Empire State Kong é atacado por aviões.

Elenco principal

Fay Wray
Robert Armstrong
Bruce Cabot
Frank Reicher
Sam Hardy
Noble Johnson




















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