Nosferatu, eine Symphonie des Grauens - F.W. Murnau - 1922







Nosferatu, eine Symphonie des Grauens, dirigido por Friedrich Wilhelm Murnau é um dos maiores filmes de todos os tempos. Um clássico do primeiro cinema produzido entre agosto e outubro de 1921. Baseava-se no livro Drácula de Bram Stoker de 1897. Filme incluído por Steven Jay Schneider no livro "1001 Filmes que você deve ver antes de morrer".

Antes das filmagens Murnau não conseguiu autorização dos herdeiros do escritor para utilizar a obra, por isso todos nomes - personagens e lugares - e o final foram modificados em uma tentativa de evitar punições judiciais. Dracula virou Conde Orlok; Jonathan Harker se tornou Hutter; Van Helsing chama-se Bulwer; e o Conde persegue suas presas pelas ruas de Bremen em vez de Londres. A manobra mostrou-se inútil pois Murnau perdeu um processo de violação de direitos autorais e em julho de 1925 a justiça alemã mandou destruir todas as cópias de Nosferatu. Mas algumas cópias só foram trazidas a público após a morte da morte da mulher de Stoker. O filme seria posteriormente restaurado com uso das cópias que restaram. Uma única era completa e original de propriedade do ator Max Schreck, que interpretou o Conde Orloff. Isso possibilitou que a obra chegasse até nós, com exceção de uma cena onde Ruth Landshoff, que interpretou a irmã de Hutter, fugia do Nosferatu em uma praia. Contudo, não há confirmação de que tal cena realmente tenha existido no original.

O roteiro é bastante fiel ao livro e começa com Hutter - um vendedor de imóveis de Wisbourg - que viaja aos Cárpatos para vender um imóvel ao Conde Graf Orlock, que é um vampiro. Após este se mudar para a sua nova propriedade espalha o terror pela cidade. A morte se alastra de tal forma pela cidade que os moradores acreditam que são vítimas da peste.





Mas afinal, o que faz Nosferatu tão singular? Certamente são vários os fatores mas as várias paisagens da Europa Oriental em boa parte da obra e o pouco uso de estúdios criam um clima realmente assustador. Um espetáculo visual do cinema mudo. Não podemos esquecer das atuações insuperáveis, destaque para Max Schreck, que imortalizou-se com o personagem.

Nada é perfeito e o filme também tem suas falhas que em nada atrapalham a grandeza da obra. Entre outras, uma falha fácil de perceber é quando Hutter senta-se na cama da pousada para ler Nosferatu e um pequeno papel é visto aparecendo e desaparecendo no canto inferior esquerdo. Outro momento se dá quando Hutter no castelo escreve uma carta e o papel fica em branco todo o tempo. Uma terceira falha que deve ser destacada acontece quando o Conde carrega o caixão e "levita", o truque em stop-motion seria perfeito não fossem os cavalos que não se mantêm na mesma posição.

Já li algumas críticas negativas referentes às cenas que foram feitas durante o dia e tingidas em um tom azulado criando a ilusão de ser noite. Não concordo com essa posição nem considero como uma falha, ao contrário, percebo que o tom azulado da película cria uma atmosfera ainda mais aterrorizante. Uma espécie de claustrofobia mesmo em espaço aberto. Estranho mesmo. Coisas de Murnau.

Recomendo aos que gostam de terror que assistam "Nosferatu: Phantom der Nacht", uma versão de Nosferatu de 1979 na qual Werner Herzog dirigiu Klaus Kinski interpretando o vampiro. No entanto, foi o lançamento de "A Sombra do Vampiro" com John Malkovich interpretando F.W. Murnau e Willem Dafoe - literalmente - encarnando o Conde Orlok, que fez o interesse pela obra original ressurgir entre os cinéfilos. Isso ocorreu não só pelo DVD de "A Sombra do Vampiro" trazer uma versão restaurada do Nosferatu original como extra, mas principalmente por ter uma história que brinca com a possiblidade de Max ter sido um vampiro de verdade, misturando o filme original com pessoas reais e supostas histórias por trás da história.







 












Murnau achava Max Schreck "notavelmente feio" e resolveu que para o ator encenar o vampiro bastavam as orelhas pontudas - quase um vulcano de Star Trek - e os dentes falsos. Estranhamente a coisa funcionou muito bem. Também é interessante ter sido a primeira vez no cinema que um vampiro morre ao ser tocado pela luz do sol.


"Os homens devem morrer. Nosferatu não morre!" dizia a publicidade de lançamento do filme. Hoje, quase um século depois, vemos que tinham razão.

Para mais informações e assistir on line siga o link: Nosferatu, eine Symphonie des Grauens

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